Você está fora, com alguém para filmar: então este documento é só do que só dá para gravar hoje — o b-roll de rua e as sete referências novas.
O que é de casa e do ateliê está no outro documento, Em casa e no ateliê. Os roteiros do Radar 01 continuam valendo e estão no documento de outubro, o mesmo que você já tem.
Hoje, segunda, 19 de outubro, em Boston.
Você está com uma amiga, então comece pelo que precisa de alguém filmando:
A R2, a R5 e a R7 pedem o seu armário: se você não tiver as peças aí, elas ficam para a volta. O resto dá para gravar onde você está. O que não der hoje, a gente marca de novo.
Em cada uma você vê o que o autor fez, o que é o seu e como gravar. Não é para copiar o texto de ninguém: o que a gente copia é a mecânica — o jeito que o vídeo é construído —, com as suas palavras e as suas roupas.
A referência é o caminho, não a camisa de força. Nenhuma frase daqui é para decorar: vale mais o vídeo natural do que o texto decorado. Errou no meio? Respira, repete e segue. A limpeza é nossa.
Cenas sem falar nada, que depois viram vídeos com um texto por cima e uma pergunta para o público responder nos comentários. É o que só dá para gravar hoje, aí fora, com a sua amiga na câmera.
Rende vídeos de dias diferentes. Duas voltas pelo mesmo lugar com roupas diferentes já são duas semanas de post.
Sete vídeos para gravar hoje, um por página.
instagram.com/reel/DebnKS7N99Y/
Ela amarra o suéter nos ombros do jeito que todo mundo amarra, com “Don't do this ❌” escrito na tela. Desfaz, refaz do jeito dela, e o texto vira “Do this ✨”. Nenhuma palavra falada: só as mãos, o mesmo plano do começo ao fim.
Um erro que você vê todo dia nas clientes, e o conserto, no seu corpo. Primeiro o errado inteiro, para, depois o certo inteiro — a gente junta os dois e escreve o texto na tela. Se tiver dois ou três erros na cabeça, grave os três: cada um vira um vídeo.
COMO GRAVARCelular em pé, você do quadril para cima, com uma folga acima da cabeça: é ali que o texto entra. O mesmo lugar, a mesma luz e a mesma roupa nas duas partes.
instagram.com/reel/DbrKCdHRxBv/
Abre com um look e a frase na tela — “Minha roupa não muda quem eu sou!”, com cara de deboche. A frase vira “Mas valoriza quem você é!” e entram seis looks em corte seco, um a cada segundo e meio, sempre no mesmo ponto do mesmo fundo.
Seis a oito looks seus, de corpo inteiro, no mesmo lugar. O primeiro é o look “qualquer coisa”, o de descer até o mercado: é ele que segura a primeira frase. A frase é sua; a gente escreve na tela.
COMO GRAVARMarque com fita onde os seus pés ficam e não mude a distância nem a luz entre as trocas: é a repetição exata que faz o corte seco funcionar. Corpo inteiro, do sapato ao cabelo, com folga em cima.
EM CADA LOOKTrês ou quatro segundos parada, em duas poses. Não precisa falar nada.
instagram.com/reel/DeDU0ZLu-a5/
Close do pescoço ao busto, sem o rosto. Só as mãos, do primeiro movimento até o nó pronto, sem um corte no meio.
Um gesto que você faz sem pensar e que quase ninguém sabe fazer direito: dobrar a manga da camisa, passar o cinto por dentro, ajeitar a gola, prender o cabelo com o que estiver à mão. Dois ou três gestos, cada um numa gravação.
COMO GRAVARCelular apoiado na altura do peito, bem perto, as suas mãos dentro do quadro o tempo todo. Roupa lisa, para a mão aparecer.
SEM CORTARDo começo ao fim de uma vez, no seu ritmo normal. A gente acelera na edição.
instagram.com/reel/DeX5rv3tWQM/
Cinco combinações na mesma fórmula, uma atrás da outra: “Cinza com cinza é elegante, mas adicione rosa blush e fica cheio de personalidade.” Ela fala sentada de um lado do quadro, e os looks entram recortados do outro.
Cinco combinações suas, na mesma fórmula: duas cores que já funcionam, a terceira que muda o jogo, e o que ela faz com o look. Você não precisa de roupa nenhuma na mão — os looks a gente monta depois.
COMO GRAVARSentada, meio corpo, deixando um lado do quadro vazio: é ali que a roupa entra.
A COR TEM NOMEDiga o nome exato — burgundy, conhaque, mostarda, rosa blush. É essa palavra que vai escrita na tela.
JÁ É SUA CONHECIDAÉ a mesma referência que está no V1 e no V5, mais adiante.
instagram.com/reel/DeSa-aLOoNa/
Um bicho e um look na mesma paleta, lado a lado: cavalo e marrom, ganso branco e laranja, pantera e preto, panda e preto-e-branco, coala e cinza. Ela sai de roupão e volta vestida a cada troca, andando até a câmera. A pergunta fica na legenda: responda com o nome do bicho do look que você mais gostou.
Quatro ou cinco looks que você já tem, cada um numa paleta fechada. Os bichos a gente procura depois, pela cor que sair do seu armário: não precisa escolher antes.
COMO GRAVARCorpo inteiro e de longe, com espaço para você andar até a câmera. A mesma passagem em todos os looks, do mesmo ponto.
SE QUISER ABRIR IGUALComece de roupão, como ela.
DÁ PARA SOMAROs looks da R2 servem aqui, se forem de paleta fechada. Uma troca de roupa, dois vídeos.
instagram.com/reel/DeR0BsjRFEY/
A mesma fórmula da R4 — “vermelho e azul funcionam muito bem juntos, mas eu adicionaria animal print para trazer mais drama” —, só que a edição é outra: ele fala sentado e o look inteiro, peça por peça, mais as pinceladas de cor, montam em volta dele.
É o mesmo take da R4. Grave uma vez só; a gente testa as duas montagens e fica com a que cair melhor no seu perfil.
COMO GRAVARSentada, meio corpo, fundo liso e vazio: aqui a colagem ocupa a tela toda em volta de você.
instagram.com/reel/DeZvBmXuglu/
O look mais exagerado do armário e uma fala debochada por cima: “básica, as pessoas não lembram de você; eu quero que as pessoas olhem torto pra mim”. Corpo inteiro contra uma parede lisa, trocando de pose enquanto fala. A legenda diz o contrário do que se vê: “look de hoje: discreto, simples, ninguém nem percebe que eu cheguei”.
A peça que você ama e quase não usa porque “é demais”. Vista, pose e diga por que o básico não é segurança. A frase é sua, e pode ser com humor.
COMO GRAVARCorpo inteiro, parede lisa, você trocando de ângulo enquanto fala. De 15 a 25 segundos.
O material chega inteiro quando o envio não é interrompido no meio.
Pelo computador o envio não corre o risco de parar no meio — que é o que acontece quando o celular bloqueia a tela. Para arquivo grande, é o caminho mais seguro.
Dentro da pasta do mês, uma pasta para cada um. Assim nada se mistura e a gente sabe na hora o que é o quê:
Não precisa renomear nada: o nome que o celular deu já serve.
O que quer dizer cada sigla.